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10 Tipos de Malware Mais Comuns e Como se Proteger

Entenda vírus, worms, trojans, ransomware, spyware e outros tipos de malware. Reconheça sinais, responda à infecção e previna ataques.

Marcos RodriguesPublicado em 3 de dezembro de 2024Atualizado em 14 de agosto de 202615 min de leitura
Tipos de malware cercando um computador protegido

Os tipos de malware mais conhecidos são vírus, worms, trojans, ransomware, spyware, keyloggers, adware, rootkits, bots e cryptojackers.

Essas categorias descrevem como o código se espalha, se esconde ou causa impacto.

Uma única amostra pode pertencer a mais de uma delas: um trojan pode instalar um infostealer e, depois, abrir caminho para ransomware.

A melhor proteção não depende de memorizar nomes. Ela combina atualizações, downloads confiáveis, autenticação multifator, cópias de segurança, privilégios limitados e capacidade de isolar um dispositivo suspeito.

Antivírus continua importante, mas não corrige sozinho uma senha roubada, um backup exposto ou uma pessoa induzida a autorizar o ataque.

Neste guia, você entenderá o comportamento de dez tipos de malware, como reconhecer sinais, o que fazer diante de uma suspeita e quais camadas protegem computadores, celulares e pequenas empresas.

As ações de resposta devem considerar o valor dos dados e, em ambientes corporativos, a preservação de evidências.

Malware e vírus não são sinônimos

Malware é a abreviação de malicious software: qualquer programa ou código criado para invadir, espionar, fraudar, interromper ou controlar um sistema sem autorização.

Vírus é apenas uma categoria de malware, caracterizada por anexar seu código a um arquivo ou programa e depender de sua execução para se propagar.

Dizer que todo malware é vírus é semelhante a chamar todo veículo de carro.

Worms se propagam por rede, trojans disfarçam-se de algo legítimo, ransomware bloqueia dados, spyware coleta informações e bots colocam o aparelho sob controle remoto.

O objetivo e o método definem a classificação.

Golpe e malware também são conceitos diferentes. Phishing é uma técnica de manipulação que pode roubar uma senha sem instalar nenhum programa; também pode entregar um arquivo malicioso.

Se você quiser aprofundar a etapa da fraude, consulte o artigo sobre como identificar phishing.

Como os tipos de malware são classificados

As categorias se sobrepõem porque observam aspectos diferentes. “Trojan” descreve a forma de apresentação; “spyware” descreve a função de espionagem; “rootkit” descreve técnicas de ocultação e permanência.

Um suposto instalador de jogo pode ser um trojan, registrar teclas como keylogger, roubar cookies como infostealer e conectar o computador a uma botnet.

Também existem termos usados para etapas da operação. Um dropper carrega componentes no sistema; um loader busca ou executa outra carga; uma backdoor mantém acesso; um RAT oferece controle remoto.

Eles não precisam aparecer como itens separados em toda lista, pois frequentemente servem de mecanismo para as categorias explicadas abaixo.

O fascículo Códigos Maliciosos do CERT.br destaca que malware pode servir de intermediário para golpes, ataques e spam, com impactos que incluem furto de dados, cifragem de dispositivos e fraudes.

A pergunta mais útil é: o que o código consegue fazer e quais ativos continuam em risco?

10 tipos de malware mais comuns

A lista a seguir organiza comportamentos frequentes. Ela não é um ranking de famílias específicas e não significa que cada ameaça funcione isoladamente.

Atacantes combinam técnicas de acordo com o alvo, o acesso obtido e o retorno esperado.

1. Vírus

O vírus insere seu código em um arquivo, documento com macro ou programa hospedeiro.

Quando a vítima executa o conteúdo infectado, o vírus pode copiar-se para outros arquivos e alterar o sistema.

A propagação normalmente exige alguma ação, como abrir, executar ou compartilhar o hospedeiro.

Vírus clássicos perderam espaço para campanhas mais modulares, mas o conceito continua importante.

Mídia removível, arquivos antigos, macros e software obtido de fontes desconhecidas ainda criam oportunidades.

Mantenha a exibição de extensões, bloqueie macros da Internet e não confie em um arquivo apenas porque o nome parece familiar.

2. Worm

Worm é capaz de se replicar e buscar novos dispositivos, frequentemente explorando falhas ou serviços expostos. Diferentemente do vírus, não precisa anexar-se a outro arquivo.

Essa autonomia permite crescimento rápido dentro de redes sem segmentação e com sistemas desatualizados.

A defesa inclui correções, firewall, inventário e separação de redes. Um computador doméstico atualizado reduz muito o risco; uma empresa deve localizar equipamentos legados e serviços que não podem ser corrigidos, aplicando isolamento até a substituição.

3. Trojan ou cavalo de Troia

Trojan se apresenta como algo útil ou legítimo: instalador, documento, atualização, extensão, aplicativo móvel ou ferramenta pirata.

A vítima executa o arquivo e concede a entrada. O trojan pode roubar dados, instalar outros componentes ou abrir uma backdoor.

Não basta verificar o ícone. Confirme a origem, o domínio, a assinatura do fornecedor e a necessidade do programa.

Evite cracks e instaladores republicados. Em empresas, permita software aprovado e retire privilégios administrativos das tarefas comuns.

4. Ransomware

Ransomware cifra arquivos ou interrompe sistemas para exigir pagamento.

Campanhas modernas podem roubar dados antes da criptografia e ameaçar publicá-los, estratégia chamada de dupla extorsão.

A nota de resgate é o impacto visível, mas a invasão pode ter começado dias ou semanas antes.

Backups separados, restauração testada, MFA, correções e segmentação reduzem o impacto. O guia de ransomware da CISA orienta isolar sistemas afetados, identificar o alcance e preservar evidências.

Pagar não garante recuperação nem exclusão dos dados.

5. Spyware e infostealer

Spyware observa atividades e coleta informações sem consentimento. Infostealers são voltados a credenciais, cookies de sessão, carteiras digitais, histórico, dados de navegador e arquivos.

Cookies roubados podem permitir acesso mesmo quando a conta possui MFA, até que a sessão seja revogada.

Sinais podem ser discretos. A resposta deve incluir limpeza do dispositivo, troca de senhas a partir de aparelho confiável, encerramento de sessões e revisão de tokens.

Priorize e-mail, gerenciador de senhas, serviços financeiros e contas administrativas. O guia de proteção contra vazamento de dados detalha essa sequência.

6. Keylogger

Keylogger registra teclas para capturar senhas, mensagens e informações financeiras. Pode ser software malicioso, parte de um spyware ou até dispositivo físico conectado ao teclado.

Algumas ferramentas legítimas de monitoramento também possuem função semelhante, mas tornam-se abusivas quando instaladas sem autorização.

Teclado virtual não é uma defesa universal, pois o malware pode capturar tela, área de transferência ou sessão.

MFA resistente a phishing e credenciais que não podem ser reutilizadas limitam danos, mas um aparelho comprometido precisa ser investigado e limpo.

7. Adware e programa potencialmente indesejado

Adware exibe publicidade intrusiva, redireciona pesquisas ou coleta hábitos de navegação.

Programas potencialmente indesejados podem alterar a página inicial, instalar extensões e incluir componentes que o usuário não percebeu no instalador.

Nem todo PUP é classificado como malware, mas o comportamento pode reduzir segurança e privacidade.

Remova extensões desconhecidas, revise aplicativos instalados e restaure configurações do navegador. Evite instaladores que agrupam ofertas e botões falsos de download.

Se anúncios aparecem fora do navegador ou o programa retorna depois da remoção, faça uma verificação completa.

8. Rootkit

Rootkit busca ocultar processos, arquivos, drivers ou acessos privilegiados. Ele pode operar em camadas profundas do sistema e dificultar que ferramentas comuns encontrem a ameaça.

O termo descreve principalmente persistência e ocultação, não um objetivo único.

Uma detecção de rootkit exige cautela. Use ferramentas confiáveis, verificação offline e suporte especializado em equipamentos importantes.

Em incidentes corporativos, não apague o dispositivo antes de decidir sobre coleta de memória, disco e logs.

9. Bot e botnet

Um bot permite que o atacante controle o dispositivo à distância. Muitos bots formam uma botnet, usada para spam, fraude, ataques de negação de serviço, mineração ou distribuição de novos malwares.

Computadores, servidores, roteadores e câmeras com senhas padrão podem ser recrutados.

Troque credenciais padrão, atualize o firmware e desative serviços desnecessários.

Consumo de rede fora do padrão e conexões persistentes podem indicar atividade, mas a análise deve considerar atualizações e aplicativos legítimos para evitar falso positivo.

10. Cryptojacking

Cryptojacking usa CPU, GPU ou infraestrutura em nuvem para minerar criptomoedas sem autorização.

Em um computador, causa lentidão, aquecimento e consumo de energia. Na nuvem, uma credencial ou configuração exposta pode gerar recursos e elevar a fatura rapidamente.

Monitore consumo, processos e alterações de infraestrutura. Proteja painéis e chaves com MFA e menor privilégio, configure alertas de orçamento e revise automações.

Encerrar o minerador não basta se a credencial que criou o recurso continua ativa.

Cadeia de infecção de um malware
Uma isca ou vulnerabilidade pode levar à execução, persistência, roubo de dados e impacto final.

Como uma infecção por malware acontece

Uma campanha costuma começar pelo acesso inicial: mensagem, site comprometido, aplicativo falso, serviço remoto exposto ou vulnerabilidade. Depois vem a execução.

O código tenta manter persistência, elevar privilégio, descobrir arquivos e contas, comunicar-se com a infraestrutura do atacante e executar o objetivo.

  1. Entrega: link, anexo, instalador, mídia removível ou exploração de serviço.
  2. Execução: o usuário abre o conteúdo ou a falha permite rodar código.
  3. Persistência: tarefa, serviço, extensão ou conta garante retorno após reinício.
  4. Descoberta: o malware identifica usuários, arquivos, rede e ferramentas de segurança.
  5. Comando e controle: recebe instruções e envia informações.
  6. Ação: rouba credenciais, espalha-se, minera, cifra ou interrompe o ambiente.

Quebrar qualquer elo reduz o risco. Filtro de e-mail pode impedir a entrega; conta sem privilégio limita a execução; EDR detecta comportamento; segmentação restringe movimento; backup reduz o impacto.

É por isso que defesa em camadas supera a expectativa de uma ferramenta perfeita.

Principais formas de entrada

  • Phishing: links, anexos, QR Codes e falsas páginas de login.
  • Aplicativos falsos: lojas não oficiais, extensões e atualizações simuladas.
  • Software pirata: cracks e ativadores com código adulterado.
  • Vulnerabilidades: sistemas, roteadores, VPNs e serviços sem correção.
  • Credenciais roubadas: acesso remoto, nuvem e painel administrativo.
  • Fornecedores: atualização ou conta legítima comprometida.
  • Mídia removível: arquivos e atalhos maliciosos em USB.
  • Configuração exposta: serviço público, senha padrão ou chave em repositório.

Para pequenas empresas, priorize o que está exposto à Internet. A CISA mantém um catálogo de vulnerabilidades conhecidamente exploradas, útil para priorizar correções com evidência de abuso real.

O catálogo não substitui inventário e análise de risco, mas ajuda a evitar uma lista infinita sem ordem.

Sinais de que um dispositivo pode estar infectado

  • Lentidão, aquecimento, bateria ou consumo de dados sem explicação.
  • Pop-ups, redirecionamentos e extensões que reaparecem.
  • Antivírus, firewall ou atualização desativados sem autorização.
  • Processos, usuários, tarefas agendadas ou aplicativos desconhecidos.
  • Alertas de login e mensagens enviadas pela conta sem participação do usuário.
  • Arquivos com extensão alterada, inacessíveis ou acompanhados por nota de resgate.
  • Uso elevado de CPU ou recursos de nuvem em períodos ociosos.
  • Conexões de rede persistentes para destinos incomuns.

Nenhum sinal isolado comprova malware. Atualização, backup, indexação e defeito de hardware também consomem recursos. Procure combinação de sintomas, horário, processo responsável e alterações recentes.

Não instale uma ferramenta indicada por um pop-up que afirma ter encontrado centenas de vírus; o aviso pode ser a própria fraude.

O que fazer diante da suspeita de malware

  1. Interrompa o risco: desconecte rede se houver roubo ativo, propagação ou criptografia.
  2. Não use o aparelho para trocar senhas: faça isso em dispositivo confiável e encerre sessões.
  3. Registre os sinais: mensagens, horários, arquivos, alertas e ações realizadas.
  4. Atualize a proteção: use a ferramenta oficial já instalada e execute verificação completa ou offline.
  5. Remova ou coloque em quarentena: siga o resultado da ferramenta confiável.
  6. Revise persistência: aplicativos, extensões, inicialização, contas e tarefas.
  7. Valide a recuperação: atualize o sistema, monitore e restaure somente dados confiáveis.
  8. Reinstale quando necessário: comprometimento profundo ou incerteza pode justificar reconstrução limpa.

A orientação da Microsoft para malware recorrente recomenda atualizar a proteção e usar uma verificação offline quando componentes se escondem durante a execução do Windows. Em macOS, Android e outras plataformas, use recursos oficiais do sistema ou suporte do fabricante.

Em uma empresa, avise a equipe responsável antes de formatar ou apagar. Memória, logs e imagem do disco podem ser necessários para descobrir alcance, dados acessados e origem. Isolar não significa destruir: retire o dispositivo da rede e preserve-o até definir a estratégia.

Como agir em caso de ransomware

Se arquivos começam a ser cifrados, isole imediatamente os sistemas afetados. Desconecte rede com fio e Wi-Fi; em ambiente corporativo, pode ser necessário isolar segmentos.

Não conecte backups. Identifique equipamentos comprometidos e priorize serviços essenciais.

Não presuma que o incidente começou com a criptografia. Revise contas, acesso remoto, e-mail e sinais de exfiltração. Preserve a nota de resgate e amostras conforme orientação profissional. Verifique se existe decodificador confiável para a família identificada, mas não envie dados sensíveis a sites desconhecidos.

O material do CERT.br sobre ransomware reforça atualizações, cuidado com links e arquivos e backups regulares.

O pagamento não garante que arquivos serão restaurados ou que dados roubados serão eliminados. Empresas também precisam avaliar continuidade, comunicação e possível vazamento de dados.

Defesa em camadas contra malware
Atualizações, identidade, proteção do dispositivo, segmentação, backup e monitoramento reduzem o risco.

Defesa em camadas contra malware

  • Atualize: sistema, navegador, aplicativos, plugins, roteador e firmware.
  • Use fonte oficial: baixe aplicativos do fabricante ou loja confiável.
  • Proteja identidades: senhas exclusivas, gerenciador, MFA e revisão de sessões.
  • Limite privilégios: conta comum no dia a dia e elevação apenas quando necessária.
  • Mantenha proteção ativa: antivírus ou EDR atualizado, firewall e filtros de reputação.
  • Faça backups: automáticos, separados, protegidos e com restauração testada.
  • Reduza exposição: remova serviços, extensões e softwares sem uso.
  • Monitore: alertas de login, comportamento do dispositivo e consumo de nuvem.

MFA ajuda quando o malware rouba uma senha, mas não protege uma sessão já capturada nem um aparelho controlado. Backup recupera arquivos, mas não impede vazamento.

Antivírus detecta muitas ameaças, mas pode não reconhecer uma técnica nova. A sobreposição das camadas compensa limites individuais.

Para reforçar identidade, o artigo sobre passkeys mostra uma alternativa resistente ao phishing.

Para avaliar ferramentas, veja o comparativo de ferramentas de segurança cibernética, lembrando que configuração e processo importam tanto quanto o produto.

Proteção para pequenas empresas

Comece pelo inventário: dispositivos, servidores, contas, serviços em nuvem, aplicações expostas e backups. Sem saber o que existe, não é possível corrigir, monitorar ou recuperar.

Identifique sistemas críticos e quem é responsável por cada um.

Centralize atualizações e proteção de endpoints, aplique MFA em e-mail, VPN, nuvem e contas administrativas, limite acesso remoto e separe usuários de administradores.

Segmentação impede que uma estação infectada alcance automaticamente servidores e backups. Bloqueie macros e executáveis recebidos quando não forem necessários ao negócio.

Prepare resposta: contato interno e externo, forma de isolar equipamentos, local dos backups, fornecedor de suporte, preservação de logs e comunicação.

Faça um exercício com cenário simples. Um plano curto e testado funciona melhor que um documento sofisticado que ninguém encontra durante o incidente.

Malware em celular, macOS e Linux

Malware não é exclusivo do Windows. Celulares podem receber aplicativos falsos, stalkerware, trojans bancários e abusos de acessibilidade. Instale pela loja oficial, revise desenvolvedor e permissões, mantenha o sistema atualizado e remova apps sem uso.

Desconfie de pedidos para instalar APK, perfil de gerenciamento ou certificado fora do fluxo normal.

macOS possui proteções nativas, mas ainda pode ser alvo de infostealers, adware e software adulterado. Não desative controles apenas para abrir um aplicativo sem verificar origem.

Linux é comum em servidores e pode sofrer com credenciais roubadas, falhas expostas, cryptominers, backdoors e web shells.

A plataforma muda os detalhes da limpeza, não os princípios: interromper acesso, preservar o que importa, usar ferramentas confiáveis, corrigir a entrada, revogar credenciais e monitorar.

Em equipamentos corporativos, siga o processo da empresa antes de agir sozinho.

Erros comuns ao lidar com malware

  • Instalar qualquer “limpador”: a falsa solução pode adicionar outra ameaça.
  • Trocar senha no aparelho infectado: a nova credencial pode ser capturada.
  • Reativar a rede cedo: o malware volta a comunicar ou se espalhar.
  • Apagar evidências: a empresa perde a capacidade de avaliar alcance e causa.
  • Restaurar tudo do backup: configurações ou executáveis contaminados podem retornar.
  • Confiar apenas na extensão: nomes e ícones podem ocultar o arquivo real.
  • Ignorar o vetor inicial: limpar o equipamento sem corrigir conta ou serviço permite reinfecção.
  • Confundir sintoma com prova: lentidão também pode vir de atualização ou falha física.
  • Pagar imediatamente: não existe garantia de recuperação ou sigilo.

Checklist prático de proteção

  • Atualizações automáticas estão ativas em sistema e aplicativos.
  • Extensões e programas sem uso foram removidos.
  • Downloads ocorrem somente de fontes confiáveis.
  • Contas importantes usam senha exclusiva e MFA.
  • Usuários comuns não possuem privilégio administrativo permanente.
  • Antivírus ou EDR e firewall permanecem ativos e atualizados.
  • Backups possuem cópia separada e restauração testada.
  • Alertas de login, consumo e alterações administrativas são acompanhados.
  • Serviços expostos à Internet foram inventariados e corrigidos.
  • A empresa sabe como isolar um aparelho sem destruir evidências.
  • O procedimento de resposta inclui credenciais, dados e comunicação.
  • Uma recuperação completa já foi ensaiada em ambiente seguro.

Perguntas frequentes

O antivírus consegue remover qualquer malware?

Não. Ferramentas modernas detectam e bloqueiam muitas ameaças, mas podem enfrentar código novo, ocultação, credenciais já roubadas e alterações profundas.

Atualize a proteção, use verificação offline quando indicada e considere reconstrução limpa ou apoio especializado em casos graves.

É necessário formatar o computador?

Nem sempre. Adware simples pode ser removido; comprometimento privilegiado, rootkit, persistência desconhecida ou sistema corporativo sensível podem justificar reinstalação. Antes de formatar um equipamento de empresa, preserve evidências e siga o plano de resposta.

Apenas abrir um arquivo pode infectar o aparelho?

Sim, dependendo do formato, do aplicativo e de vulnerabilidades. Documentos podem induzir a habilitar macro, instaladores executam código e falhas permitem exploração.

Visualizar em ambiente atualizado reduz riscos, mas não torna qualquer arquivo seguro. Confirme remetente e contexto por outro canal.

Pagar o resgate recupera os arquivos?

Não há garantia. A chave pode falhar, o atacante pode desaparecer e os dados roubados podem continuar circulando. Isole os sistemas, acione especialistas, avalie decodificadores confiáveis, restaure backups testados e cumpra obrigações de comunicação aplicáveis.

Conclusão: entenda o comportamento e reduza o risco

Os dez tipos de malware explicam comportamentos diferentes: vírus infecta hospedeiros, worm se replica, trojan engana, ransomware extorque, spyware e keylogger coletam, adware interfere, rootkit oculta, bot recebe comandos e cryptojacker consome recursos.

Na prática, eles podem atuar juntos.

Proteja o caminho inteiro: atualize, controle downloads, fortaleça contas, limite privilégios, mantenha proteção ativa, separe backups e monitore.

Se surgir uma suspeita, isole, use um dispositivo confiável para proteger contas e preserve evidências.

A resposta mais eficiente não começa pelo nome da ameaça, mas pelo que ela alcançou e pelo que ainda precisa ser protegido.